Chamo devaneio e loucuras à minha real e improvável forma de estar na vida, e com os outros, mortais e imortais.
Chamo devaneio e loucura:
Ao olhar perdido e enigmático, ausente e distante, sensual e atrevido
Ao sorriso inocente com intenções menos inocentes
À linguagem corporal com devoção ao ser MULHER
Ao respeito infinito por mim
Ao prazer só pelo prazer
Ao sexo só pelo sexo, sem explicações, comparações, interjeições...
A perversidade do meu ser
A procura de mais conhecimento
À crença em valores profundos
Ao sorriso inesperado
À gargalhada contagiante
A perversidade corre-me nas veias com se de sangue se tratasse, e como se sangue eu tivesse.
Incorro em confissões desnecessárias.
Sorvo o outro.
Parasita de um qualquer hospedeiro.
Mas do Amor, nada sei e contudo já tive tanto.
De muito me interrogar e mutilar, perdi-me do Amor.
No entanto, em todas as encruzilhadas da minha vida, lá está ele, e mais uma vez esterilizo as minhas intenções.
Conoto-o com o inatingível, com a imensidão do universo.
Devoro-o até à exaustão e ... depois ... esfomeada e cansada procuro-o de novo.
Momento a momento transformo-me e recrio-me, obrigam-me.


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Sentidos